Quando, de minhas mágoas, a comprida maginação
Os olhos me adormece, em sonhos, aquella alma me apparece.
Que para mi foi sonho nesta vida.
Lá, n’huma soidade, onde estendida a vista por o campo desfalece.
Corro apoz ella. E ella, então, parece que mais de mi se alonga.
Compelida. Brado: “Não me fujais, sombra benina!” e ella (os olhos
Em mi, co’hum brando pejo, como quem diz que já não póde ser),
Torna a fugir-me.
Torno a bradar: “Dina..” e, antes que diga “mene”, acórdo e vejo
Que nem hum breve engano posso ter.
Ah, minha Dinamene, assim deixastes quem não deixaria nuncaDe querer-te.
terça-feira, 6 de abril de 2010
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